Capítulo Quatro: Depressa, Baixe o Pequeno Filme da Ilha

Sistem Slam Dunk Super Yi Pin Cola 3452字 2026-03-17 03:12:27

Ó céus! Eu sou apenas um cidadão puro, inofensivo e dedicado, que assiste inocentemente a pequenos filmes japoneses; por que, então, me lançaste este maldito sistema perverso? Por quê? — continuava a desesperar-se Geng Haoshi...

Diante do rosto já pálido como a morte de Geng Haoshi, o sistema, “obediente”, escolheu... continuar falando: “Querido mestre, de repente me lembrei de um poema do seu planeta — Se a vida te engana, não te entristeças, não te apresses. Nos dias de melancolia, mantém a calma. Acredita: os dias de alegria virão...”

“Você! Cale! A! Boca!” Geng Haoshi mergulhou na cama, enrolando-se completamente no cobertor.

O tempo do almoço se passou... O tempo do jantar se passou... Geng Haoshi ainda estava abrigado sob as cobertas... Durante esse período, ele revia sua curta existência...

Em vão vivi uma vida honesta, sem remorsos diante do céu e da terra, e agora hei de perecer pelas mãos deste sistema insano. Nem sequer segurei a mão de uma garota... “Ai...” Ao pensar nisso, Geng Haoshi soltou um longo suspiro.

"...Mestre, se continuar se escondendo aí... vai acabar fedendo."

Ao ouvir a voz do sistema, a ira de Geng Haoshi reacendeu, pronto para uma tempestade de insultos...

“Glu... glu...” — Geng Haoshi estava há um dia sem comer; provavelmente até as reservas de gordura já começavam a se consumir.

Levantando-se, Geng Haoshi, como um zumbi, calçou os chinelos e cambaleou em direção ao refeitório...

No caminho, todos que passavam por Geng Haoshi tapavam o nariz.

"...Mestre, de fato, você está fedendo..."

Geng Haoshi, faminto e tonto, já não tinha forças para responder ao sistema.

Embora já fosse tarde para o jantar, o refeitório ainda fervilhava de gente.

A escola de Geng Haoshi possuía seis refeitórios, cada um nomeado segundo a ordem de construção. Para facilitar a vida dos estudantes, distribuíam-se quase equidistantemente pelo campus.

No térreo do prédio de dormitórios de Geng Haoshi havia um refeitório — o segundo da escola.

O terceiro refeitório era o mais próximo ao dormitório das garotas, por isso, diariamente, a maioria das estudantes ali se reunia.

Todos os dias, para poder ver sua deusa do campus, Geng Haoshi fazia questão de ir ao terceiro refeitório, mesmo que isso significasse um caminho mais longo.

Hoje não era diferente. Apesar da fome, movido por um reflexo condicionado, Geng Haoshi dirigiu-se ao terceiro refeitório, o mais próximo do dormitório feminino.

“Senhor, uma tigela de macarrão ao molho, por favor.”

Após alguns minutos de espera, Geng Haoshi pegou o macarrão recém-preparado e sentou-se numa mesa vazia, como sempre fazia. Na escola, ele comia sozinho.

Despreocupadamente, Geng Haoshi devorava grandes bocados de macarrão...

"Mestre, sua deusa do campus está sentada a sessenta graus de sua diagonal, jantando."

O sistema, com sua capacidade de análise multithread sincronizada extraterrestre, era realmente extraordinário; até mesmo esse segredo jamais revelado por Geng Haoshi fora descoberto por meio de sua análise de dados comportamentais — de fato, digna de um sistema superinteligente.

“Deusa?” Geng Haoshi, como se tivesse tomado um elixir restaurador, reviveu instantaneamente.

De fato, viu sua deusa do campus sentada num canto à frente, à direita, acompanhada de outras três garotas.

Seu nome era Xu Jiaojiao, estudante do segundo ano de Artes Cênicas. Sua beleza e aura transcendente faziam dela a deusa venerada por todos os rapazes da escola.

Geng Haoshi já jurara, diante da foto da famosa professora Cang — se Xu Jiaojiao se tornasse sua namorada, deixaria de assistir aos vídeos da professora, exceto em aniversários ou datas festivas importantes.

Geng Haoshi olhava fixamente para Xu Jiaojiao, esquecendo até de engolir o macarrão abarrotado em sua boca.

"...Mestre, sua deusa do campus está olhando para você."

Por alguma razão, talvez por ver um rapazinho bochechudo, de boca cheia de macarrão, olhando bobo em sua direção, Xu Jiaojiao sorriu docemente para Geng Haoshi.

Apressado, ele cobriu a boca com as mãos. E, nesse instante, espirrou...

Uma tira de macarrão, inesperadamente, saiu pelo lado direito de seu nariz!

"...Mestre, você..." O sistema ia comentar.

Geng Haoshi inspirou rapidamente, engolindo de uma vez todo o macarrão da boca.

“...” O sistema permaneceu sem palavras.

Geng Haoshi limpou os resíduos de óleo dos lábios, excitado: “Viu, viu? A deusa está sorrindo para mim!”

"...Mestre, não sentiu um gosto de meleca?"

Ao ver Geng Haoshi aspirar o macarrão do nariz para a boca, se o sistema pudesse vomitar, teria despejado centenas de megabytes em código.

“A deusa está sorrindo para mim...” Geng Haoshi, de boca aberta e olhar perdido, parecia um idiota; qualquer um que o visse pensaria isso.

Permaneceu assim, até que a deusa terminou o jantar e partiu; só então voltou a si.

"...Mestre, creio que houve um engano..."

Geng Haoshi ainda saboreava o sorriso da deusa, ignorando o sistema.

"...Mestre, na verdade sei por que ela sorriu para você."

"Sabe?" Isso despertou o interesse de Geng Haoshi.

"Sim, mestre. Por meio de meu sistema de análise contínua de ondas cerebrais, sincronizando os δ, θ, α e β da sua deusa..."

"Foque no essencial." Geng Haoshi detestava ouvir esses princípios de funcionamento obscuros.

"…De acordo com minha análise, sua deusa estava zombando de você."

“...”

"Mestre, comparando com as outras três garotas à mesa, o índice de zombaria da sua deusa é quase zero. Portanto, não precisa se entristecer."

"Índice de zombaria?"

"Sim, mestre. O índice de zombaria da sua deusa é quase zero; poderíamos dizer que era um sorriso com uma pitada de escárnio. Mas posso afirmar que as outras três atingiram o máximo — um grau de puro desprezo."

"Mas eu nem as conheço, por que me desprezam?" Geng Haoshi duvidava da análise do sistema.

"Mestre, segundo minha análise, é porque você, com a boca cheia de macarrão, olhando para a deusa com aquele ar abobalhado, lhes pareceu como um sapo querendo devorar a carne de um cisne."

“...” Geng Haoshi já se habituava ao sistema borrifar sal em suas feridas sem reservas.

"Mestre, não se aflija. É apenas devido a seu aspecto levemente obeso, barbudo e um tanto vulgar. Se concluir a primeira missão — desenvolver o abdômen de oito gomos..."

"Vou deslumbrar os olhos dessas garotas!" Geng Haoshi exclamou, levantando-se com ímpeto, fazendo o ventre sacudir três vezes.

O gesto atraiu imediatamente todos os olhares do refeitório, que o fitavam como um tolo.

Mas nada disso apagava o fogo ardente que agora queimava em seu coração!

"Está decidido!" Geng Haoshi largou os talheres e voltou ao dormitório com determinação.

Ao chegar, postou-se diante do espelho, absorto, como se ponderasse alguma angústia...

"...Mestre, o que houve?" O sistema, vendo sua expressão idiota, não pôde deixar de se preocupar.

“Me diga, 9527, você acha que devo raspar a barba?” Geng Haoshi dizia, acariciando seus pelos faciais como um tesouro.

"...Mestre, creio que pode raspar."

"Será que as garotas de hoje não gostam de homens de barba?"

"...Mestre, se for bonito, com ou sem barba, sempre haverá quem goste."

"Mas a professora Cang gosta... Raspo ou não?" Geng Haoshi fingiu não ouvir a resposta, continuando a divagar.

"...Mestre, pelo que sei, você nunca conheceu a professora Cang, como saber se ela realmente gosta?"

"Ah, e ainda se diz um sistema multi-thread superinteligente sincronizado com outros planetas." Geng Haoshi pensava: sempre me dá lições, chegou minha vez de ensiná-lo. "Você não é bom em análise? Use seu sistema de big data para assistir a todos os filmes da professora Cang; verá que ela tem certa preferência por homens barbados!"

“...”

"Portanto, para ser uma pessoa... não, para ser um sistema, não convém ser arrogante; é preciso estudar sempre, aprender continuamente, assim poderá servir melhor ao seu mestre. Concorda, 9527?" Ao dizer isso, Geng Haoshi sentiu-se vingado!

"...Sim, mestre... Fazendo download dos filmes da professora Cang..."

"Assim é que se faz. Baixe todos, veja, estude, se tiver dúvida, pergunte. Em matéria de professora Cang, não há nada que eu não saiba." Geng Haoshi, novamente, sentiu-se satisfeito.

"...Download concluído... Abrindo arquivos..."

"Muito bem. Sua eficiência é admirável."

"...Não foi possível abrir... Detectado vírus..."

Uma corrente elétrica familiar percorreu Geng Haoshi, que convulsionou, babando...

"...Vírus removido... Mestre, está bem?"

"Você fez de propósito!" — Geng Haoshi, com a boca trêmula, reclamava.

"Mestre, como bem sabe, ao baixar esse tipo de arquivo, é fácil pegar vírus..."

"...Você não tem um software de segurança integrado?... Só se for um fantasma!"

"Mestre, já que decidiu iniciar a primeira missão, sugiro que durma cedo esta noite." O sistema mudou de assunto.

Geng Haoshi respirou fundo, fitando seu reflexo no espelho: "Professora Cang, desculpe, e obrigado por tantos anos de calorosa companhia... Por minha deusa Jiaojiao..." Pegando o barbeador, raspou cuidadosamente a barba que sempre considerara símbolo de maturidade e sensualidade!