Capítulo Quatro

Asisten kecil memiliki kemampuan luar biasa. Tiada loncatan 5953字 2026-03-17 03:16:37

Num piscar de olhos, uma manhã relativamente tranquila chegou ao fim. Yu Fei’er espreguiçou-se, observou discretamente o semblante dos colegas ao redor e, notando que um após o outro já se levantavam para sair, apressou-se a desligar o computador. Pegou a bolsa ao lado, desenhou um sorriso relaxado nos lábios e, erguendo-se, dirigiu-se ao elevador.

Finalmente, havia chegado a hora do almoço! Precisava ir logo contar a Xiao An tudo o que acontecera naquele dia!

— Com licença, senhorita Yu Fei’er, poderia esperar um instante?

No exato momento em que se esgueirava em direção ao elevador, a mulher foi subitamente interpelada. Num ambiente ainda pouco familiar, ouvir seu próprio nome chamado assim, de repente, era suficiente para provocar-lhe um calafrio de ansiedade.

Apesar de sentir um leve formigamento no couro cabeludo, Yu Fei’er virou-se lentamente. Quando viu quem a chamava, estacou, o corpo inteiro tomado por uma súbita tensão, e não pôde evitar engolir em seco.

Como… como poderia ser justamente elas?!

Eram nada menos que as mulheres da reunião da manhã, entre elas aquela que, sem hesitar, havia transformado o demoníaco presidente em um verdadeiro anjo aos olhos de todos!

— A-algum problema? — balbuciou Yu Fei’er, mesmo sabendo que provavelmente não a reconheceriam. Ainda assim, inexplicavelmente, sentiu-se tomada por uma timidez súbita.

Atrás dela, Xia Lele, ao encarar o rosto de Yu Fei’er, teve a expressão nublada. Não esperava que aquela Yu Fei’er fosse tão bonita, a ponto de ofuscar seu próprio brilho e relegá-la, diante dela, ao papel de mero pano de fundo!

Os olhos de Xia Lele se estreitaram, fixando-a sem pestanejar.

Bastava olhar para o semblante daquela mulher para perceber que não era alguém fácil de lidar. Certamente, pensava ela, Yu Fei’er havia se empenhado ao máximo para conseguir uma vaga na Huadun, e seu objetivo só podia ser conquistar a compaixão do presidente Mu, sonhando com a ascensão de pardal a fênix!

Quem sabe que tipo de artimanhas essa mulher ainda não seria capaz de tramar no futuro? Era certo, Xia Lele teria de manter os olhos bem abertos com ela dali em diante!

Os dois colegas homens ao lado de Xia Lele também lançaram olhares a Yu Fei’er, ora curiosos, ora divertidos, como se estivessem comparando as duas mulheres.

— O que foi? Nunca viram uma moça antes?! — resmungou Wu Xiaolin, à esquerda de Xia Lele, lançando-lhes um olhar de reprovação.

Ambos desviaram imediatamente o olhar de Yu Fei’er; um deles deu uma risada nervosa.

— Não, não é isso… É que a senhorita Yu Fei’er é realmente muito bonita, não conseguimos evitar.

De fato, a jovem era de traços delicados, fresca e encantadora, mas eles não queriam assustá-la logo em seu primeiro dia.

Os elogios dos dois homens a Yu Fei’er só fizeram aumentar a irritação de Xia Lele, que lhes lançou um olhar de desdém antes de voltar a fitar Yu Fei’er.

— Hoje teremos um almoço de confraternização. Você vem conosco, não é?

Ah…

A regra mais fundamental de sobrevivência no ambiente de trabalho: integrar-se ao grupo!

Mesmo que, por dentro, estivesse cheia de relutância, Yu Fei’er só pôde sorrir e acenar com a cabeça.

— Naturalmente.

...

Yu Fei’er caminhava atrás deles, abaixando a cabeça vez ou outra para discretamente enviar uma mensagem a Mo Si’an pelo celular.

“Almoço de grupo hoje, não poderei ir ao encontro.”

“Entendido!”

Recebendo a resposta, Yu Fei’er suspirou, devolvendo o telefone à bolsa. Os dois homens à frente pareciam ser pessoas fáceis de lidar, mas ela ainda assim estava apreensiva.

À frente deles, porém, seguiam aquelas duas mulheres cuja presença lhe causava dor de cabeça. Era apenas um almoço, mas por que sentia como se estivesse sendo conduzida ao cadafalso?

Desde a noite anterior ela vinha rezando para que tudo corresse bem naquele dia, mas agora não podia afastar uma sensação de que nada sairia conforme o esperado.

De súbito, o grupo à frente parou, e Yu Fei’er, que vinha logo atrás, também precisou deter-se, inclinando-se levemente para ouvir do que falavam. Parecia que discutiam o que iriam comer.

Para ela, pouco importava o prato. Almoçar com pessoas desconhecidas era, para Yu Fei’er, suficiente para tornar qualquer comida insípida.

Por isso, não se envolveu na conversa, mantendo-se em silêncio ao lado do grupo.

A certa distância, um automóvel preto de luxo parou devagar junto à calçada.

No carro, enquanto esperava o semáforo abrir, Fan Zi cantarolava baixinho, observando de bom humor os transeuntes pela janela.

De repente, avistou Yu Fei’er parada ali, serena.

As feições delicadas e harmoniosas, os longos cabelos negros balançando suavemente ao vento, os olhos brilhantes resplandecendo sob o sol, salpicados por uma luz translúcida e pura.

Fan Zi arqueou as sobrancelhas e assobiou baixinho, voltando-se para o homem ao seu lado, que repousava de olhos fechados, e sorriu:

— Chefe, tem uma bela moça lá fora. Não quer dar uma olhada?

Mu Zeyi franziu levemente o cenho, os lábios cerrados se movendo quase imperceptivelmente.

— Quer morrer?

O homem do banco da frente, surpreendido, engasgou-se com a própria saliva, tossindo violentamente.

Meu Deus! Era só uma brincadeira, por que o chefe tinha de levar tudo tão a sério?!

— Se está doente, desça do carro. Não quero pegar nada.

A voz impaciente do chefe soou novamente atrás dele; Fan Zi apressou-se a rir, tentando disfarçar.

— Não, eu estou ótimo, pode ficar tranquilo, chefe Mu.

O sinal abriu. Fan Zi endireitou-se, lançou mais um olhar a Yu Fei’er — agora de costas, conversando com alguns colegas.

Blusa branca, saia rosa, e aquele perfil... Por que tudo nela lhe parecia tão familiar? Tinha a sensação de já tê-la visto em algum lugar.

Enquanto ele semicerrava os olhos, tentando recordar, a buzina do carro de trás trouxe-o de volta, e Fan Zi ligou o carro, avançando lentamente.

...

Sem perceber, o almoço coletivo de Yu Fei’er acabou transcorrendo sem maiores sobressaltos, já que ela permaneceu o tempo todo sorrindo educadamente, sem se arriscar a dizer nada que pudesse comprometer-se.

— Ah, é verdade, ainda não nos apresentamos formalmente. Olá, meu nome é Xu Dong.

O homem que falava inclinou a cabeça, sorrindo para Yu Fei’er do outro lado da mesa.

Surpresa por alguém dirigir-lhe a palavra de repente, Yu Fei’er quase deixou escapar a comida, mas conteve-se, engoliu rapidamente, e sorriu com polidez.

— Muito prazer, eu sou Yu Fei’er.

O homem sentado ao lado de Xu Dong também sorriu para ela, prestes a se apresentar, mas foi interrompido.

— Este ao meu lado é Li Wuyi. As duas moças ao seu lado são Xia Lele e Wu Xiaolin.

Ao ouvir isso, Li Wuyi lançou a Xu Dong um olhar de franca insatisfação. Haviam combinado de se apresentar, e o outro simplesmente tomou a palavra para si!

Então, eles todos já se conheciam.

Yu Fei’er retribuiu a todos um sorriso cortês. Acostumada a anos de reclusão social, sentia-se deslocada naquele ambiente; mesmo após tanto tempo ali, o desconforto não lhe abandonava.

Cada vez mais nervosa, pegou o copo, tomou um gole de água, tentando acalmar-se.

Desde o início, Xia Lele mantinha o semblante fechado, lançando olhares furtivos à mulher ao seu lado.

Por fim, não resistiu e mirou Yu Fei’er abertamente, perguntando com desdém:

— Gostaria de saber se a senhorita Yu Fei’er está solteira.

Não só ela e Wu Xiaolin estavam curiosas; os dois homens à frente também aguardavam a resposta com atenção.

Pegando de surpresa, Yu Fei’er hesitou por um instante, mas logo compôs uma expressão de tímida modéstia.

Ainda bem que estava preparada! Pausou e respondeu baixinho:

— Eu... tenho namorado.

Os quatro presentes ficaram atônitos; dois deles pareciam satisfeitos, enquanto os outros dois deixavam transparecer certo desalento.

— Então... você já tem namorado!!! — exclamou Xia Lele, num tom exageradamente dramático e, se olhassem bem, poderiam ver o entusiasmo mal disfarçado em seu rosto.

Ter namorado era ótimo! Assim, ela se livrava de uma concorrente ligeiramente mais bela!

Aliviada, Xia Lele sorriu novamente para Yu Fei’er:

— Devia ter dito antes; quase a classifiquei como elemento perigoso!

— Hm? — Yu Fei’er arqueou levemente as sobrancelhas, sem entender.

Elemento perigoso?

— Hahaha, não é isso... Bom, já que você tem namorado, creio que nos daremos muito bem! — concluiu Xia Lele, não resistindo em abraçá-la.

Wu Xiaolin também sorriu:

— Isso mesmo, tenho certeza de que seremos boas amigas!

A súbita mudança de atitude das duas deixou Xu Dong e Li Wuyi pasmos. Antes ainda sentiam a hostilidade das colegas para com Yu Fei’er, mas, num piscar de olhos, já estavam dispostas a tornarem-se amigas dela!

A amizade entre mulheres era realmente um mistério insondável!

Yu Fei’er manteve o ar envergonhado do início ao fim, tal qual uma pequena esposa tímida.

Ótimo! Tudo muito natural!

As dicas de Mo Si’an haviam, de fato, sido brilhantes!

...

Numa sala menor, Mu Zeyi sentava-se no sofá com o cenho franzido, expressão carregada de desdém.

Ao lado, um homem servia-lhe chá, lançando um olhar furtivo à sua expressão antes de erguer as sobrancelhas.

— Por que não reforma este lugar?

A voz, de tom pouco amistoso, ecoou.

— Acho que está ótimo.

Zhan Yue entregou-lhe a xícara e, lançando um olhar ao próprio escritório, deu de ombros e sentou-se à frente dele.

— É pequeno demais.

Aquele rapaz não era alguém sem recursos, por que se recusava a ampliar o escritório? Sempre que vinha ali, Mu Zeyi sentia-se sufocado, como se faltasse ar.

— Se não gosta, melhor não voltar. Este lugar não comporta uma figura tão ilustre quanto você.

Apesar do desagrado, Mu Zeyi aceitou o chá e tomou um gole.

Imediatamente, franziu as belas sobrancelhas:

— Péssimo.

Zhan Yue conteve-se para não desferir um soco no rosto do outro. Não fosse pelo fato de Mu Zeyi ser mais rico e influente, já teria lhe dado uma boa lição!

Eram amigos de longa data, por isso a convivência entre ambos era mais descontraída.

— Falando sério, nos documentos que me enviou, qual é a sua margem de confiança?

Mu Zeyi endireitou-se, o rosto assumindo uma seriedade incomum.

Vendo-o assim, Zhan Yue descruzou as pernas, silenciou por um instante, então respondeu:

— Para ser sincero, é mínima.

Embora o escritório fosse pequeno, era completo; seus funcionários eram dos melhores do ramo, capacitados como poucos.

Encontrar uma pessoa não era, normalmente, tarefa difícil; no entanto, a busca de Mu Zeyi era, para aquela agência de detetives, o caso mais difícil de toda sua história.

Dez anos de buscas infrutíferas — ainda que vez ou outra surgissem pistas, nenhuma delas levava ao verdadeiro paradeiro da pessoa procurada.

Isso não era incompetência da agência, mas sim resultado de alguém que deliberadamente apagava todos os rastros, tornando impossível encontrar qualquer pista verdadeira, além de desperdiçar tempo e dinheiro.

O motivo era claro: as informações eram eliminadas de forma tão limpa, que apenas alguém de grande influência poderia conseguir tal façanha.

Mu Zeyi apertou a xícara com força, quase a esmigalhando entre os dedos.

Imaginara que, dessa vez, conseguiria alguma informação útil, mas, no fim, tudo permanecia como antes!

Vendo-o aborrecido, Zhan Yue suspirou.

— Lamento não poder ajudá-lo, sinto-me tão frustrado quanto você. Mas não se preocupe, amanhã cedo minha equipe parte para a França e tenho certeza de que...

— Não precisa, irei pessoalmente conferir.

Antes que Zhan Yue pudesse responder, Mu Zeyi já se erguia, dirigindo-se à porta. Ao chegar ao limiar, deteve-se e, olhando para Zhan Yue, perguntou:

— Não pode pensar em outro nome?

Outro nome?

Zhan Yue olhou confuso, mas ao perceber o olhar de Mu Zeyi se elevando levemente, compreendeu.

— Ah… acho que este nome está ótimo: Agência de Detetives. Simples e direto!

Mu Zeyi balançou a cabeça, desprezando:

— Sem gosto.

Ele… ousava dizer que eu não tenho gosto!

Zhan Yue, apesar de irritado, sorriu forçado.

— Por que não escolhe um nome à altura do seu requinte, já que és tão sábio e experiente?

Mu Zeyi não esperava pela sugestão, refletiu por um instante.

Um nome à altura dele?

Por fim, arqueou as sobrancelhas e disse suavemente:

— Agência de Detetives.

Virou-se e, com passos largos, desceu as escadas.

Zhan Yue ficou à porta, fechando os olhos, tentando conter a fúria iminente.

Calma, calma… Não adianta brigar, não vou ganhar mesmo.

Recitando mentalmente esse mantra, sentiu-se mais leve. Abriu os olhos, lançou um olhar para o carro que partia lá fora e, em seguida, tirou o telefone do bolso, discando um número.

Dentro do carro, Mu Zeyi baixou os olhos para o celular e atendeu sem hesitar.

— A’Mu, prometo que encontrarei a senhora para você, então…

Houve uma breve pausa, e a voz aborrecida voltou a soar do outro lado da linha:

— Você devia sorrir mais, sabia? Com essa cara, está mais austero que meu próprio pai…

“Tu-tu…” — o sinal de chamada interrompida.

Desligando o telefone, Mu Zeyi lançou um olhar para o segundo andar, vislumbrando o homem que ainda tagarelava ao celular, e um leve sorriso curvou seus lábios.

...

De volta ao escritório, Yu Fei’er sentou-se, finalmente sentindo-se capaz de respirar.

Durante o almoço, bastara mencionar que tinha namorado para que Xia Lele e Wu Xiaolin passassem a insistir para ver uma foto do rapaz — mas como mostrar algo que não existia? Só lhe restou dizer que ele não gostava de tirar fotos e prometer apresentá-lo em outra ocasião.

Suspirou. A vida ali era ainda mais difícil do que imaginara…

Ao menos, Mo Si’an lhe dera vários conselhos na véspera, prevendo que sua beleza atrairia inveja e recomendando que, caso lhe perguntassem, sempre dissesse que tinha alguém.

Assim, poderia, por ora, evitar o assédio das colegas apaixonadas pelo presidente.

Sacudiu a cabeça, afastando as trivialidades, e concentrou-se no trabalho.

Quando terminou todas as tarefas, espreguiçou-se e, ao olhar para o relógio, notou que já era hora de ir embora. O tempo voara!

Oh, sim!

Um dia relativamente tranquilo estava prestes a terminar.

— Fei’er, desculpe, poderia ir ao escritório do presidente por mim?

Enquanto guardava seus pertences, Yu Fei’er voltou-se para Wu Xiaolin, notando que esta suava e parecia pálida, segurando alguns documentos e exibindo um ar constrangido.

— Está tudo bem com você?

Yu Fei’er ergueu-se, um tanto preocupada.

Naquela manhã, estava tudo normal — por que agora parecia tão mal?

Sacudindo a cabeça, Wu Xiaolin olhou-a aflita.

— Não é nada, só uma dor de barriga súbita. Xia Lele já saiu às pressas e ainda preciso entregar esses documentos ao presidente. Pode fazer isso por mim? Não aguento mais…

Yu Fei’er prontamente pegou os papéis, acenando.

— Claro, sem problema.

— Obrigada…

Dizendo isso, Wu Xiaolin disparou em direção ao banheiro.

Yu Fei’er deu de ombros, baixou os olhos para os documentos e, soltando um suspiro silencioso, dirigiu-se ao elevador.

Com um “ding”, a porta se abriu. Yu Fei’er saiu e, chegando à porta do escritório presidencial, fitou-a sentindo o nervosismo crescer.

Ao menos, a porta estava entreaberta.

Toc, toc. Bateu duas vezes, mas ninguém respondeu. Hesitou, então empurrou a porta e entrou.

Afinal, um presidente não deveria ter secretária ou assistente? Por que permitiriam que qualquer um entregasse documentos em seu escritório?

Apesar da dúvida, de fato não avistara nenhuma mesa de secretariado do lado de fora.

Deixando as questões de lado, apressou-se. Se não havia ninguém, bastava deixar os papéis e sair!

Ao entrar, deparou-se com um ambiente de decoração sóbria, mas onde cada objeto denunciava alto valor; até o sofá central era um modelo vintage de luxo, daqueles que antes só vira expostos nas vitrines das lojas e jamais ousaria sequer sentar-se.